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Sábado, 20 de Junho de 2020, 09h:38

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Coador, filtro de papel, prensa francesa ou expresso? Qual preparo de café te agrada mais?

Muitos podem achar bobagem considerar a forma de preparo para avaliar e, então, escolher o tipo de café que será degustado. Engana-se quem pensa dessa forma! Especialistas no assunto garantem: cada método proporciona um resultado e uma experiência diferente com a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros (só perde para a água), pois cada um tem um porquê de existir e ressalta uma característica distinta do grão, potencializando doçura, acidez ou melhorando a finalização na boca, por exemplo.

A experiência do cafezinho perfeito não deve se resumir à escolha do método, mas reunir fatores que vão da moagem, passando pela temperatura da água até chegar ao tempo em que ficará em contato com o grão.
Ficar de olho na temperatura da água também faz toda diferença. A dica é, após a fervura, esperar de 30 a 60 segundos para começar o “ataque”.

Diferentes formas de preparo:

Cafeteira Italiana ou Moka – A moagem ideal é a grossa, já que o sistema utilizado para extrair o café é a percolação – quando a água entra em ebulição e o vapor faz com que a bebida seja levada até o recipiente superior. Grãos muito finos resultarão em cafés mais amargos.
Como usar: coloque água até a marca indicada, acrescente o pó e leve ao fogo. Quando a água começar a subir, tire a cafeteira do fogo. Antes de servir, mexa com uma colher para uniformizar. Beba em seguida.

Filtro de Papel – Devem ter o mesmo tamanho e forma do porta-filtros e, o mais importante, ser escaldado antes do uso para que perca o gosto residual do papel. O pó deve ter moagem média a fina – com espessura parecida com a de queijo ralado ou do açúcar demerara. Use a água imediatamente após a fervura, começando a coar das beiradas para o centro do filtro. Não reutilize.

Coador de pano – A malha do algodão retém os óleos essenciais do café, assim, como parte do que foi coado anteriormente, prejudicando o sabor da bebida. O ideal é utilizá-lo no máximo três vezes para obter o cafezinho perfeito sem prejuízo ao sabor. O pó deve ter o mesmo aspecto do que é usado no filtro de papel, maior que um grão de açúcar e menor do que o do refinado.

Expresso – É o método que mais ressalta as características do café. Pressurizada, a água extrai a bebida mais rapidamente, potencializando o sabor. Por causa disso, é preciso ter cuidado tanto com a moagem, média à grossa, quanto com a compactação dos grãos na máquina. O tempo de preparo (20 a 30 segundos) também é fundamental para evitar um café fraco demais ou muito amargo.

Confira alguns mitos e verdades sobre o café:

Cafés comerciais, como os que são vendidos em supermercados, têm qualidade inferior aos especiais.
VERDADE. "Cafés classificados como "tradicionais" podem apresentar até 20% de defeitos, como impurezas e problemas na formação dos grãos. Para esconder esses defeitos, os grãos são torrados excessivamente, conferindo um amargor desagradável à bebida. O mesmo vale para os extrafortes, que nada mais são do que cafés ainda mais torrados. Usa-se pouco insumo para preparar grande volume de bebida".

Os grãos de café precisam ser muito brilhantes.
MITO. "Grãos muito brilhantes foram submetidos a temperaturas muito altas por muito tempo, ou seja, foram torrados demais, levando os óleos essenciais, que deveria estar no núcleo do grão, para a superfície dele. Isso destrói as características sensoriais do café, antes mesmo de ser preparado".

Café deve ser guardado na geladeira.
EM PARTES. "O café é uma bebida altamente oxidável, que deve ser conservada ao abrigo de luz e ter o mínimo contato possível com o oxigênio. Vale a pena guardá-lo na geladeira, desde que esteja na embalagem original valvulada, que permite a saída dos gases, mas não a entrada".


Cafés devem ser tomados sem açúcar.

MITO. "Não existe jeito certo de tomar café. O jeito certo é o que te deixa mais feliz. Entretanto, um café especial bem tirado não precisa de açúcar. Sempre recomendo que a pessoa dê os dois primeiros goles, independentemente do café que seja, e adoce em seguida para ter a percepção da bebida ao natural. O cérebro criará uma memória sensorial e o mais interessante é que, a partir de então, a pessoa vai querer cada vez menos açúcar".

Com informações do Hoje em Dia

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